tradu o Celso Nogueira Companhia das Letras

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Copyright 2007 by cei Enterprises Inc, Grafia atualizada segundo o Acordo Ortogr fico da L ngua Portuguesa de. 1990 que entrou em vigor no Brasil em 2009,T tulo original. Book of the dead,Elisa v Randow,Foto de capa,Cl udia Cantarin. Marise Leal,Veridiana Maenaka, Dados Internacionais de Cataloga o na Publica o cip. C mara Brasileira do Livro sp Brasil,Cornwell Patricia Daniels.
Livro dos mortos Patricia Cornwell tradu o Celso Nogueira. S o Paulo Companhia das Letras 2010,T tulo original Book of the dead. isbn 978 85 359 1601 0, 1 Fic o policial e de mist rio Literatura norte ame ricana 2. Romance norte americano i T tulo,10 00203 cdd 813 0872. ndice para cat logo sistem tico, 1 Fic o policial e de mist rio Literatura norte americana 813 0872. Todos os direitos desta edi o reservados,editora schwarcz ltda.
Rua Bandeira Paulista 702 cj 32,04532 002 S o Paulo sp. Telefone 11 3707 3500,Fax 11 3707 3501,www companhiadasletras com br. gua espirrando Uma banheira em mosaico cinzento,embutida num ch o de terracota. A gua jorra devagar de uma antiga torneira de bronze. e a escurid o entra pela janela Do outro lado da velha jane. la de vidro canelado h a pra a a fonte e a noite, Ela se senta calada na gua e a gua est muito fria com. cubos de gelo derretendo l dentro resta muito pouco em. seus olhos n o tem muito mais dentro deles De in cio. os olhos eram como m os estendidas para ele implorando. para ser salva Agora t m o azul emaciado do entardecer. O que quer que havia neles j quase se foi Logo ela es. tar dormindo,Toma diz ele entregando um copo de vidro Murano.
soprado a m o cheio de vodca para ela, Ele est fascinado pelas partes que nunca viram o sol. S o p lidas como calc rio e ele fecha a torneira quase. com pletamente deixa s um fio de gua para observar a. respira o acelerada e ouvir os dentes batendo Os seios. brancos flutuam sob a superf cie da gua delicados como. flores brancas Os bicos duros de frio s o bot es cor de. rosa fechados Depois ele pensa em l pis Em mascar as. pontas cor de rosa da borracha quando estava na escola e. dizer ao pai e s vezes m e que n o precisava de bor racha. porque nunca errava S que na verdade ele gostava de. mascar N o conseguia evitar isso tamb m era verdade. Voc vai lembrar meu nome ele diz a ela,N o vou diz ela Eu consigo esquecer Tiritando de. Ele sabe por que ela diz isso Se ela esquecer o nome. dele seu destino ter de ser repensado como um plano de. batalha ruim,Qual pergunta ele Me diga qual o meu no me. N o lembro Chorando tremendo,Diz repete ele olhando para os bra os morenos. arre piados a penugem loira eri ada os seios jovens e a. escurid o entre as pernas sob a gua,E voc achou isso engra ado diz ele nu sentado.
na tampa da privada,Ela sacode vigorosamente a cabe a. Mentira Ela tinha feito pouco dele quando falou seu. nome Riu e disse que Rambo era nome inventado nome de. filme Ele disse que era sueco Ela respondeu que ele n o. era sueco Ele disse que o nome era sueco De onde ela acha. que veio um nome de verdade Certo disse ela Feito, Rocky acrescentou rindo Pois ent o olha na internet. disse ele nome de verdade falou e n o gostou de ter. de explicar seu nome Isso acontecera dois dias antes e. ele n o guardou rancor mas se manteve consciente do. fato No entanto a perdoou porque apesar do que o mun. do diz ela sofria insuportavelmente,Saber meu nome ser um eco diz ele N o faz a me. nor diferen a n o mesmo s um som que j foi dito,Eu nunca vou dizer P nico. Seus l bios e unhas est o azuis ela treme descontro. ladamente Com olhar fixo Ele lhe diz para beber mais e. ela n o ousa recusar O menor ato de insubordina o e ela. sa be o que acontece At mesmo um pequeno grito e ela sa be. o que acontece Ele se senta calmamente na tampa da priva. da as pernas abertas para que ela veja seu excitamento e. fique com medo Ela n o implora mais nem lhe diz para. fazer o que quiser com ela se por acaso tiver sido esse o. motivo de t la feito ref m Ela n o diz mais isso porque. sabe o que acontece quando o insulta e d a en tender que. se ele tivesse um querer seria com ela O que significa que. ela n o daria de bom grado nem por vontade pr pria. Voc percebe que eu pedi educadamente diz ele,Eu n o sei Os dentes batendo.
Sabe sim Pedi pra voc me agradecer Foi tudo o que,pedi e fui educado com voc Pedi com educa o e voc. tinha que fazer isso diz ele Voc tinha que me fazer agir. assim Voc compreende levanta se e olha para sua, nudez no espelho acima da lisura do m rmore da pia. que o seu sofrimento me faz agir desse modo diz sua. nudez no espelho E eu n o quero agir assim Portanto. voc me feriu Ser que entende que me feriu mor talmente. ao me fazer agir assim diz sua nudez no espelho,Ela diz que entende e os olhos se dispersam como. cacos espatifados de vidro enquanto ele abre a caixa de. ferramentas e o olhar disperso se fixa nos cortadores fa. cas e limas depositados no seu interior Ele ergue um pe. queno saco de areia e p e na beirada da pia Tira ampolas. de cola cor de lavanda e p e na pia tamb m,Eu fa o o que voc quiser Te dou o que voc pedir. Ela j disse isso v rias vezes, Ele tinha dito que n o era para ela dizer isso de novo.
Mas ela acaba de dizer, As m os dele mergulham na gua a frieza da gua ge la. suas m os ele agarra os tornozelos da mo a e a suspende. Segura pelas pernas morenas e frias p s brancos e sente. o terror nos m sculos em p nico quando prende os dois. tornozelos Segura um pouco mais que da ltima vez e ela. luta se contorce se debate violentamente a gua gelada. espadanando alto Ele a solta Ela engasga tosse e d gritos. estrangulados N o se queixa Aprendeu a n o se queixar. levou um tempo mas aprendeu Aprendeu que tudo, isso para seu pr prio bem e se sente grata por um sacri. f cio que ir mudar a vida dele n o a dela a dele de. um jeito que n o bom Nunca foi bom Nunca poder ser. bom Ela devia agradecer pelo dom dele,Ele pega um saco de lixo que enchera de gelo na m. quina de gelo autom tico do bar e despeja o que sobrou. na banheira ela olha para ele l grimas escorrem pelo ros. to Dor As beiradas sombrias da dor se mostrando,A gente costumava deixar eles pendurados no teto. por l diz ele E chutava as laterais dos joelhos sem pa. rar Por l A gente entrava na saleta e chutava os joelhos. deles na lateral uma dor tremenda e claro deixa o ca. ra aleijado e claro alguns at morriam Mas isso n o. na da comparado com outras coisas que eu vi acontecer. por l Eu n o trabalhava no pres dio entende Mas nem. preci sava porque tinha muito desse tipo de comportamen. to em volta O que as pessoas n o entendem que n o foi. burrice filmar aquilo tudo Fotografar Era inevit vel Voc. tem que fazer isso Se n o fizer como se nunca tivesse. acontecido Por isso as pessoas tiram fotos E mostram pa ra. os outros S preciso uma E uma pessoa vendo E ent o. o mundo inteiro v,Ela d uma espiada na c mera sobre o tampo de m r.
more encostada no reboco da parede,Mas eles mereciam n o mereciam diz ele Eles. nos for aram a ser algo que n o ramos portanto de quem. a culpa N o nossa,Ela concorda com um meneio da cabe a Tiritando e. batendo os dentes,N o era sempre que eu participava diz ele Mas. olhava No come o foi dif cil acho que at traum tico Eu. era contra mas as coisas que eles fizeram com a gente E. por causa do que eles fizeram ramos for ados a revidar. ent o foi culpa deles sim se fomos for ados e sei que. voc entende isso,Ela faz que sim chora e treme,As bombas na estrada Sequestros Muito mais do que. voc sabe diz ele Voc se acostuma Assim como voc,est se acostumando com gua fria n o est.
Ela n o est acostumada apenas entorpecida e a ca, minho da hipotermia A essa altura a cabe a martela e o. cora o parece que vai explodir Ele lhe estende a vodca. e ela bebe, Vou abrir a janela diz ele Para voc escutar a fonte. de Bernini Eu escutei a maior parte da vida A noite est. perfeita Voc devia ver as estrelas Abre a janela e olha. para fora para as estrelas para a fonte dos quatro rios e pa ra. a piazza Vazia a essa hora Voc n o vai gritar diz ele. Ela balan a a cabe a o peito arfa e ela treme descon. troladamente,Est pensando nas suas amigas Eu sei disso Com cer. teza elas tamb m est o pensando em voc uma pe na, E n o est o aqui N o est o em nenhum lugar vista Ele. olha para a pra a deserta e d de ombros Por que esta. riam aqui agora Elas se foram Faz tempo, O nariz dela escorre as l grimas jorram e ela tirita.
A energia em seus olhos n o mais como quando ele, a conheceu e ele se ressente por ela ter arruinado quem. ela era para ele Mais cedo bem mais cedo falou italiano. com ela porque isso o transformava no estrangeiro que. precisava ser Agora fala em ingl s porque n o faz mais. diferen a nenhuma Ela d uma olhada em sua ere o As. espiadas dela ricocheteiam como uma mariposa contra a. l mpada Ele a sente ali Ela teme o que tem ali Mas n o. tanto quanto teme todo o resto a gua as ferramentas. a areia a cola N o compreende o cinto grosso de couro. que jaz enrolado nos ladrilhos antigos do ch o e isso. que deveria temer acima de tudo,Ele pega o cinto e diz a ela que um impulso primi. tivo bater em gente que n o consegue se defender Por. qu Ela n o responde Por qu Ela olha para ele aterrori. zada e a luz em seus olhos emba ada insana feito um. espelho se espatifando na frente dele Ele diz para ela se. levantar e ela se levanta tr mula os joelhos quase ceden. do Fica de p na gua gelada e ele fecha a torneira O. corpo dela o faz pensar num arco com a corda retesada. porque ela flex vel e poderosa A gua escorre do corpo. com ela parada na frente dele,Vira para o outro lado diz ele N o se preocupe. N o vou espanc la com o cinto N o fa o isso,A gua se movimenta silenciosamente na banheira. quando ela se vira para o velho reboco rachado e para uma. veneziana fechada,Agora quero que voc se ajoelhe na gua diz ele E.
olhe para a gua N o olhe para mim, Ela se ajoelha de frente para a parede ele apanha o. Livro dos mortos Patricia Cornwell tradu o Celso Nogueira S o Paulo Companhia das Letras 2010 T tulo original Book of the dead isbn 978 85 359 1601 0 1 Fic o policial e de mist rio Literatura norte americana 2 Romance norte americano i T tulo 10 00203 cdd 813 0872 ndice para cat logo sistem tico 1 Fic o policial e de mist rio Literatura norte

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